IN - NADA

SUPONHA-SE QUE ACREDITO

 

 

Suponha-se que acredito:
NAS LEIS DE CASUALIDADE, ERRO E MALOGRO.

Suponha-se que acredito:
NA INCERTEZA ALIENADORA COMO POSSIBILIDADE IMAGINÁRIA.

Suponha-se que acredito:
NA INSTABILIDADE LOUCA DA LÓGICA ESSENCIAL.

Suponha-se que acredito:
NOS EFEITOS MODELADORES DAS PEQUENAS REVOLTAS.

Suponha-se que acredito:
NO PENSAMENTO COMO DESEJO CRIADOR.

Suponha-se, Suponha-se apenas.
Então, certamente.
Positivamente.
Hei - de inventar uma alegria inédita.

J.P.F.P.T. Jan/89

A inobjectiva actividade,
Com os ventos brinca (divertida),
Em novos nadas virados.
Desobediência, simulação,
Confusão, contradição.
Essências picantes,
De estímulos originais.

Pergunte-se pois,
QUE PENSAMENTO,
em jogos de rotina?
QUE ARTIFÍCIO,
em campos de alienação?
QUE DESVIO,
em normas de diferença?

NO BECO DO IMAGINÁRIO,
MEDIDA..,
VAI POUCA,
DISTÂNCIA..,
ESSA,
PARECE INFINITA.

J.P.F.P.T. Nov./89

PERGUNTE-SE!

ARTE?

 

 

 

Oh! Que pena!
A ilusão impotente,
preenche agora,
esse lugar.
Oh! Que raio!
Terrível manifestação,
restante.
Oh! Que azar!
Como ossos adivinhados,
por entre carne,
Oh! Que horror!
Putrefacta, morta, finita,
acabada.
Por onde circulam,
Oh! Que fastio!
Milhão e meio, de moscas.
Porque não?...
Porque não reinventar,
os duros,
duros desperdícios,
Reinventando,
Novo corpo?
Máscara, sem máscara,
única máscara,
tabu.
Oh! Que diabo!
Encerrando em si,
qual assombração,
papão,
Oh! Que medo!
Desconhecidos perigos,
sempre presentes.
Sentiram tais?
Notaram??
A dura função impõe-se,
Impõe-se à vontade.
Porque será??
Por entre "O"
nada vejo...
VISLUMBRO??

J.P.F.P.T. / 90

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